quinta-feira, 15 de agosto de 2013

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Sobre a insegurança

Acho que as imagens que crio na minha cabeça são fruto de uma insegurança generalizada que se apossa de mim me impedindo de ser feliz por completo. Por que de alguma forma eu sempre penso que a qualquer momento vou ser abandonada e passarei todo meu tempo trancada em meu quarto ao som de Leonard Cohen, olhando pra janela sem enxergar o que tem lá fora. Eu sinto que a culpa é minha, que é possível concertar tudo de errado se eu for melhor, e quando eu for abandonada a culpa será minha. Isso somado aos anos de tentativas fracassadas torna o simples fato de viver um fardo pesadíssimo. Nem dormindo as imagens vão embora, as palavras e a agonia. Eu pulo da cama a ponto de explodir com o coração a ponto de rebentar o peito. Eu ouço... as palavras... todos os dias... 
Olho para o espelho, aquele reflexo continua lá. 
 O reflexo contra o qual lutei a vida inteira. 
 O dono de toda angustia. 
 Fecho os olhos e os esfrego com as mãos. 
Nada o tira de lá enquanto ele me tira tudo. 
Como eu gostaria de ser outra pessoa, mas não me deixam. Quando eu tento explicar soo tão ingênua, fútil, e idiota. Como o maluco no hospício, indigno de qualquer credibilidade. Até quando vou ser infeliz por conta dela? Por conta dessa maldita pessoa que escolheram para mim de quem não consigo me livrar? Me sinto como quem grita no fundo de um poço mas ninguém consegue resgatar. Alguns dias eu gostaria de me atirar no fogo e acabar com tudo isso. Ao contrário, envolvo pessoas na minha vida que sei que vão embora a qualquer momento, porque eu não basto nem a mim. Eu gostaria tanto de poder explicar como me sinto sem cansar os que amo. Sem soar ingrata. Deus, se eu não posso ser bonita eu quero ser invisível.


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