segunda-feira, 16 de setembro de 2013

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Pobres na Europa: A ficha caiu

Há cerca de um ano atrás, sentados numa mesa de bar divagando sobre a vida, eu e meu amigo Alechandre Samir (árabe, hipster ou mendigo?) decidimos nos aventurar pelas terras desconhecidas do Velho Mundo. Do dia da decisão em diante, depois de muito vai-não-vai, passaporte vencido e “que tal a Califórnia?” finalmente paramos numa agência de viagens e compramos passagens para desembarcar justamente na cidade das luzes. Mas da compra das passagens até o dia da grande viagem ainda se passariam seis longos meses, então eu e o Habbib simplesmente deixamos isso pra lá e fomos trabalhar pra ver se descolaríamos alguma grana pra tornar o sonho em algo mais tangível. Não é que o tempo se passou mesmo?
                                             (Na fila pra pagar a "borseta" né Shake Árabe?) 

 Agora, faltando um mês pra nossa viagem, o meu querido amigo hipster miscigenado (escolha feita após árdua enquete no twitter) se desesperou e começou a planejar as coisas pra nossa viagem enquanto eu apenas reclamo. Para a escolha da rota, ele me levou um mapa da Europa com o preço do transporte tudo muito organizado e bonitinho que eu fiz questão de rabiscar e destruir fazendo minha própria rota, que mais tarde, seria boicotada pela falta de recursos (a neeeem, Itália é mesmo muito cara???). Na hora de escolher o hostel em Paris foi uma chatice sem tamanho, enquanto eu procurava por um lugar com bares a menos de 50 metros ele procurava boa localização e conforto, tudo isso pelo preço mais acessível possível. Depois de tanto procurar, eu já estava implorando pra ficar em qualquer lugar (até naquele hostel cuja reclamação de clientes eram carrapatos nas camas) finalmente entramos em um consenso e optamos por ficar perto da Amelie Poullain e adivinha só? Ele pagou as reservas.
                                            (Correndo maratona pra acostumar com o peso)

O Alê é o animado que planeja tudo, eu a chata que não faz nada e ainda fica reclamando. O máximo que fiz foi anotar uns brechós pelas Zoropa que tem umas roupas legais e baratas, enquanto isso ele pensa na hospedagem, alimentação, transporte, museus, pubs... essas coisas que eu provavelmente improvisaria faltando menos de uma semana. Enquanto meu namorado reclama do tempo que vou passar longe, meu pai faz mil recomendações e minha mãe pede perfume eu tento me situar e me dar conta de que daqui a pouco vou estar longe de casa com pouquíssimo dinheiro. Acho que é esse o espírito da coisa né? Um pouco de aventura pra dar uma mexida nessa minha rotina faculdade > trabalho > casa > boteco. Sabe quando fui me tocar de tudo isso? Esses dias mesmo, quando fomos comprar as mochilas e elas eram grandes demais pra caber na sacola da Centauro e a gente teve que andar o shopping todo com aquilo nas costas. A sorte foi que uma promoção relâmpago nos poupou cem reais das mochilonas de 80 litros que nos custariam 400 pilas. É hipsterzinho, ta chegando, ta preparado?
(Eu linda com a mochila nas costas que é quase do meu tamanho pois possuo míseros 1,56)


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